quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Eu quero encontrar-te no meu coração e dizer que te amo. Tenho o teu cheiro nas minhas mãos e choro quando ele chega ás minhas veias e percebo a falta que me fazes, a falta que me faz o teu amor, como da primeira vez em que me beijaste, como da primeira vez que eu vi um sonho nos teus olhos... Não parei nunca de acreditar que era possível, nunca parei de lutar por aquele bocadinho de "nadas" que nos juntou. Mas estou sem forças. Sinto que chegou a hora de fechar a porta do passado e ser feliz, mas não consigo. E eu tento, eu juro que eu tento, eu tento fazer tudo o que me ensinaste para que o nosso sorriso possa viver, para que ilumine os céus e torne as nossas almas numa só. Mas deixei de acreditar. Deitei a minha vida no teu peito e deixei que a comandasses como nunca fiz para ninguém, porque é assim que o quero. Quero ser feliz à tua maneira, sem te mudar, sem perder o teu cheiro que tanto amo, e que tão boas lembranças me traz. Eu amo-te, é verdade. Mas não sei mais como fazer o que é o mais certo. Nem sei sequer o que é correcto. Estou com uma bomba relógio no lugar do coração. Tic Tic Tic Tic. E faz doer a cabeça, o peito, o meu ser frio e gelado. Quero um café quente e um abraço de manhã, como naquele dia. Quero dois dias, um fim de semana. Quero, quero de mais. (e se tu não quiseres??!) Quero que queiras! Quero um céu alto e uma corda para me prender, me amarrar, me atirar. E perder o pé, e deixar de respirar, deixar de sentir. Deixar de doer.


Gosto de ti. Amo-te muito. Quero-te tanto.