«« É quase noite, não te escondas mais. Vai desatando até entrar o ar, dá-me um gesto que me diga o teu fundo, uma palavra para te tocar. Tu que sabes tanto de mim, tu que sentes quem eu sou, dá-me o teu corpo como ponte que me salve do que o medo fechou. Tu que sabes tanto do sol, és uma espécie de outra margem de mim. Olha-me dentro como chão que me agarre. Pode ser esta noite quente a estrada aberta mesmo à nossa frente. E tu e eu a descobrir o ar. Não é preciso correr, não é urgente chegar, o que é preciso é viver *