terça-feira, 22 de março de 2011

« Agora que o silêncio é um mar sem ondas,
E que nele posso navegar sem rumo,
Não respondas
Às urgentes perguntas
Que te fiz.
Deixa-me ser feliz
Assim,
Já tão longe de ti como de mim.

Perde-se a vida a desejá-la tanto.
Só soubemos sofrer, enquanto
O nosso amor
Durou.
Mas o tempo passou,
Há calmaria...
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
Matar a sede com água salgada »

Miguel Torga

segunda-feira, 21 de março de 2011

Há momentos em que paramos e pensamos: «hei! Aqui estás tu! Procurei por ti durante tanto tempo!» (L)
Há momentos em que paramos e pensamos: «hei! Aqui estás tu! Procurei por ti durante tanto tempo!» (L)

domingo, 20 de março de 2011

"Pareceu-me que pretendias agradar-me embora não me conhececes. Convenci-me que me havias distinguido entre todas aquelas que estavam comigo. O encantamento que sentias quando estavas a sós comigo.Nunca curti viver à base do quase.Adolescência passa dependência fica o embaraço.Caso eu vencesse o preço era alto demais.Perder tempo com outra coisa quando so tu é que me atrais.Lembras-te quando começamos? Soltaste a voz do meu ouvido.Agora somos só nós, H2O foi o cupido.Nunca esqueço o começo, sei que tavas na TV.Mas sinceramente não sei dizer o que eu vi em ti.A partir daí o meu tempo foi todo teu.Tua origem cresceu, minha origem nasceu.Comecei com poemas, tinha mil temas pa conversas.Quando essas foram feitas já em situações diversas.Não tinha instrumentais mas tinha imaginação.Fui à baixa comprar uma caixa de percussão.Já tinha um teclado emprestado.Comecei os primeiros beats, sem meios, guardei-os.São outros tempos, outros aparelhos (Renovar os velhos tempos).É quando apareces e eu liberto o meu talento.É quando a flor cresce, alguma já tem avanço.24 horas a criar sem descanço.24 anos com espirito aberto.Penso, danço, venço, perco.És complicada, como amor louco.Pouco a pouco dou tudo mas não dás troco.És como a morte, quando junta pessoas e aprefeiçoas o valor.Nunca enjoas, se assim for eu sei que morro de amor.Morro de amor por ti, mas antigamente eu não sabia.Que mesmo sem anatomia és a minha melomania.Na escola, quando escrevia rimas da minha autoria.Nem sonhava que um dia.Minha palavra se iria espalhar em parceria.Eu e tu, vale tudo.(...)"