
segunda-feira, 19 de julho de 2010
sábado, 17 de julho de 2010
sexta-feira, 16 de julho de 2010
segunda-feira, 12 de julho de 2010
domingo, 11 de julho de 2010
Estou enroscada no meu saco cama repleto de cheiros e memórias. Bebo o conforto do chocolate quente que preparei com o peito aos saltos de saudade. E choro. Estou na solidão desta casa e guardo intacto tudo aquilo que sinto por ti. Estou trancada, fechada a sete chaves, isolada do mundo que guardo só para ti. Sinto-me só, mergulhada numa escuridão voluntária e sem proveito. Com esta morte do meu ser penso no dia em que alguma alma quente venha para mim, para curar as chagas desta derrota perante a tua indiferença. Mas é melhor a palavra adeus não voltar a ser apagada com um sopro dos nossos beijos tristes. O trilho está marcado por toda a espécie de quedas e feridas mal saradas. Chegámos ao fim do caminho, todas as palavras são inúteis. Nunca vou saber até que ponto me segues, até que ponto segues o coração ou deixas a cabeça comandar. Até que ponto te entregas ou apenas observas com esse teu olhar calado e incolor. Nunca saberei quem és, porque trocaste as nossas conversas extenuantes pelo silêncio, porque te deixaste que a distância se apoderasse de nós. Sei apenas que agora as nossas diferenças servem apenas para nos distanciar. Dei tudo de mim, todo o meu ser, tudo aquilo que pude e que era possível. Acreditei. Sempre. Amei-te com todas as minhas forças esperando sempre um novo dia ao teu lado. Contudo, a força do nosso silêncio tomou conta de mim e estar à margem de tudo aquilo que torna o teu ser tão perfeito, é a maior sensação de impotência. Mas ninguém tem um escudo de prata para todos os insultos, descrenças, mudanças. E o passado não é desculpa, nunca foi, nunca será. O meu passado é tudo aquilo que já fui e que não consegui ser, tudo aquilo que me fez aprender e crescer, tudo aquilo que não soube e descobri. O meu passado fez o meu futuro, não o transforma a cada dia que passa. “O que se sente, exige o momento; passado este, há um virar de página e a história continua, mas não o texto”. Ponto final. Sentir é criar um espaço especial para aqueles que amamos. Sentir é pensar com o coração. Tudo isto para dizer que há sonhos que não cabem na realidade por serem impossíveis. Por sermos fracos, por não acreditarmos neles, por não fazermos tudo para os concretizar. Há que lutar, mas também há que saber parar, olhar e ver que o caminho não é certo, não é concretizável. Acima de tudo há que guardar forças para a próxima estrada. Pois nunca sabemos se vai ser pior do que esta. Aos poucos entendi que não pode haver uma razão para isto, fui aprendendo a ficar quieta porque aquilo que mais quero e desejo já não depende de mim. A dor é difícil para todos; o (teu) silêncio é pior porque sei que não se vai quebrar. E não quero julgar o que fazes, quero apenas saber quem és, quem foste tu este tempo todo, o que está na tua essência. Mas deixa lá, há para aí muitos corações partidos e eu sou apenas mais um. Apenas não sou espectadora da minha vida, nunca serei. É por isso que sei que o meu coração vai ficar bom, depois de tanto o amassares, pisares e triturares. E vai florescer de novo, devagarinho, com um pouco de audácia e com uma utopia maior para agarrar. Ainda adormeço todas as noites com a tua alma ao meu lado, mas sei que não sabes nada acerca da vida. A vida é esperança, sonho e coragem. Coragem para continuar mesmo depois de todos os tombos e tropeções. Mesmo depois de todos aqueles que amamos nos deixarem. A vida é dança, é música, sorrisos e gargalhadas. A vida é um tesouro.
sábado, 10 de julho de 2010
sexta-feira, 9 de julho de 2010
quinta-feira, 8 de julho de 2010

Tenho um aperto no peito que me esmaga o coração e me tira a vontade de viver. Estou-me a sentir sem forças, o medo apodera-se de mim e eu deixo. Não quero falar mais de ti. Sofro, sinto-te a arrastares-te dentro de mim e não me consigo defender. A minha cabeça está cheia. Por favor, abraça-me, aperta-me, acolhe-me. Preciso de falar de ti, preciso de dizer que me destruíste, que deixaste a minha alma em ruínas. Que levaste o meu sorriso contigo. Ódio. Não, saudade. Preciso de voltar a sentir o calor da vida, quero um mundo cheio de cor. Volta. Tenho aquele silêncio assustador e revoltado a vencer dentro de mim. Preciso de respirar alto para não te ouvir, preciso de apagar os teus berros eternos de dentro de mim. Não, não morras. Tenho medo. Quero voltar a escrever sobre ti. És asfixiante, não me imponhas sentimentos confusos, não me dês ordens emocionais. Quero esquecer que existes, que ainda permaneces. Queria que estivesses presente, queria que me tocasses a pele. O tempo dói. Solidão. Deixa morrer o tempo como tu morreste, da mesma forma, devagar e dolorosa. Deixa que seja difícil e trágico, infeliz, uma corrida amorosa cheia de esperança com uma meta no sofrimento, no sangue, na dor. Perdi-te para sempre. No entanto, sinto-me plena contigo aqui. A inocência do amanhecer tem a cor dos teus olhos. Nunca me deixes. Tenho um aperto no peito que me esmaga o coração e me tira a vontade de viver.
terça-feira, 6 de julho de 2010






