
Tenho um aperto no peito que me esmaga o coração e me tira a vontade de viver. Estou-me a sentir sem forças, o medo apodera-se de mim e eu deixo. Não quero falar mais de ti. Sofro, sinto-te a arrastares-te dentro de mim e não me consigo defender. A minha cabeça está cheia. Por favor, abraça-me, aperta-me, acolhe-me. Preciso de falar de ti, preciso de dizer que me destruíste, que deixaste a minha alma em ruínas. Que levaste o meu sorriso contigo. Ódio. Não, saudade. Preciso de voltar a sentir o calor da vida, quero um mundo cheio de cor. Volta. Tenho aquele silêncio assustador e revoltado a vencer dentro de mim. Preciso de respirar alto para não te ouvir, preciso de apagar os teus berros eternos de dentro de mim. Não, não morras. Tenho medo. Quero voltar a escrever sobre ti. És asfixiante, não me imponhas sentimentos confusos, não me dês ordens emocionais. Quero esquecer que existes, que ainda permaneces. Queria que estivesses presente, queria que me tocasses a pele. O tempo dói. Solidão. Deixa morrer o tempo como tu morreste, da mesma forma, devagar e dolorosa. Deixa que seja difícil e trágico, infeliz, uma corrida amorosa cheia de esperança com uma meta no sofrimento, no sangue, na dor. Perdi-te para sempre. No entanto, sinto-me plena contigo aqui. A inocência do amanhecer tem a cor dos teus olhos. Nunca me deixes. Tenho um aperto no peito que me esmaga o coração e me tira a vontade de viver.
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