quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Numa palavra: custa. Custa-me. Custa-me muito. E doí, sabes? Doí saber que talvez não te tenha e que não sejas meu. Doí saber que te posso perder e deixar fugir pelas entrelinhas do meu ser magoado. Estou cansada. Cansada de me deixar levar, triste por não saber. Estupidez reluzente da noite nas tuas costas arranhadas pelo que sentimos. Solidão temporária de tudo aquilo que nos fez e constrói. De tudo aquilo que somos: vida e sorrisos. Sou só nestes metros quadrados de companhia boémia de vida estudantil. Sou eu e os meus elásticos de calção sujos de incertezas e de mentira alegre e descarada, como quem bebe um copo de vinho. Ilusão feliz de ter quem nunca vou ter, crença em tudo aquilo que é importante e se perde. Geração das telenovelas, do mundo de cão e de selva, salvação eterna para aquele que finge. E o poder torna-se do fingidor, da mentira, do inferno gelado de operações de cosmética ao coração. Pinturas, balelas. Sou quem, afinal? Ser comandado pelas ligaduras e tatuagens da sociedade. Ponto.

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