quinta-feira, 28 de outubro de 2010










Dá alma à alma. Respira, deixa o ar entrar.
Respira, cresce, sente a pele a arrepiar.
Respira, respira.
Não respires mais.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Eram castanhos como a avelã e como o chocolate a derreter na boca em dias de alegria, suavemente. Tinham a cor do tronco das árvores junto aos ribeiros nos dias quentes de Verão, em que a alegria dos corpos molhados era grandiosa. Era, então, castanha a nossa felicidade, a cor dos nossos risos, do nosso amor.

« Mas tenho promessas por cumprir e milhas para caminhar antes de dormir »
Robert Frost

terça-feira, 26 de outubro de 2010

« Leva tudo o que é meu, leva tudo o que eu sou, leva tudo contigo, não mereces, nem tens o direito de o fazer, mas já não tenho, não tenho mesmo, forças para continuar a lutar por nós. Vou ceder, tipico de mim não? E aí sim, leva tudo contigo, pelo menos saberei que algo meu continuará contigo, e mesmo que seja a coisa mais estúpida que já pensei, tem todo o sentido para mim. O que realmente já não cabe na cabeça de ninguém (e eu finalmente percebi isso) é eu , eu estar a fazer o papel de menina feliz, quando a tua ignorância me destrói. »

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

« Sentir tudo de todas as maneiras,
Viver tudo de todos os lados,
Ser a mesma coisa de todos os modos possíveis ao mesmo tempo,
Realizar em si toda a humanidade de todos os momentos
Num só momento difuso, profuso, completo e longínquo. »

Fernando Pessoa

domingo, 24 de outubro de 2010

Escrevo-te nesta noite cheia de tequila. Escrevo-te pela pessoa que és, pela falsidade sincera que emanhas, pelo cheiro a desespero que transpira dos teus poros cheios de juventude inquieta por ser alguém. Por todas as vezes que tropeço e te ris comigo, por todas as vezes que sabes a cor do meu olhar. Estás sentado na minha cama, a tentar ser alguém no meio dessa conversa que nem eu entendo, nessa conversa repleta de mimos e de tudo aquilo que eu defendo não acontecer. Imagino a tua calma, a tua compreensão; como de todas as vezes que te falo, sabendo do teu mundo à parte. Sei quem és, o que queres, o que defendes. Conheço-te, talvez melhor que tu próprio. Sei, acima de tudo, aquilo que um dia vais ser: alguém que não gosta de perder a vida, alguém sem medos de aproveitar, com palmo e meio de decência e de testa para saber o que é recto. Estás na tua pequena juventude, serás sempre o meu puto cheio de sonhos. E quem nunca os teve? Arriscas e sentes, como se aquela cultura não coubesse na tua alma cheia de cor. Como se tudo aquilo que criasses fosse só teu, um momento que só partilhas a quem te pertence de alma. Porque, afinal de contas, o que é o corpo neste século de incertezas, repleto de representantes de uma sociedade tão vazia como o meu peito? Quero-te bem, acima de tudo. Quero a tua felicidade mais que quero um chocolate quente numa noite de solidão. Quero a tua alma, quero o teu peito junto ao meu em cada noite de Inverno, em que chove e tu me segredas o quanto me amas ao ouvido. Sei bem o que querem de nós, mais um mar de incertezas nesta vida que são apenas dois segundos: o primeiro, em que te olho. O segundo, em que te beijo, num abraço, num sentimento, num dia, em dois, numa vida.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

You got the finest architecture, my love:


quinta-feira, 21 de outubro de 2010

«« É quase noite, não te escondas mais. Vai desatando até entrar o ar, dá-me um gesto que me diga o teu fundo, uma palavra para te tocar. Tu que sabes tanto de mim, tu que sentes quem eu sou, dá-me o teu corpo como ponte que me salve do que o medo fechou. Tu que sabes tanto do sol, és uma espécie de outra margem de mim. Olha-me dentro como chão que me agarre. Pode ser esta noite quente a estrada aberta mesmo à nossa frente. E tu e eu a descobrir o ar. Não é preciso correr, não é urgente chegar, o que é preciso é viver *

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Fecho os olhos e encontro o conforto no teu sorriso, pego no lápis e desenho-te, sinto-me a respirar, a pintar um sonho contigo. Danço para uma plateia, e deixo-me guiar pelas tuas mãos, rodopiar, ganhar asas de veludo com o teu beijo. Canto músicas sobre o que é saber voar, o que é saber sonhar. Boa noite, meu amor. Abraço o teu cheiro, tenho-te por perto, como sempre. Para sempre.

You're so hypnotising
could you be the devil, could you be an angel
your touch magnetizing
feels like going floating, leave my body glowing

They say be afraid
you're not like the others, futuristic lovers
different DNA, they don't understand you

You're from a whole another world
a different dimension
you open my eyes
and I'm ready to go, lead me into the light

Kiss me, k-k-kiss me
infect me with your love, and fill me with your
poison
take me, t-t-take me
wanna be your victim, ready for abduction
boy, you're an alien, your touch so far away
it's supernatural, extraterrestrial

You're so super sonic
wanna feel your powers, stumb me with your lasers
your kiss is cosmic, every move is magic

You're from a whole another world
a different dimension
you open my eyes
and I'm ready to go, lead me into the light

Kiss me, k-k-kiss me
infect me with your love, and fill me with your
poison
take me, t-t-take me
wanna be your victim, ready for abduction
boy, you're an alien, your touch so far away
it's supernatural, extraterrestrial

There is this transcendental, on another level
boy, you're my lucky star
I wanna walk on your wave length
and be there when you vibrate
for you I risk it all
all

Kiss me, k-k-kiss me
infect me with your love, and fill me with your
poison
take me, t-t-take me
wanna be your victim, ready for abduction
boy, you're an alien, your touch so far away
it's supernatural, extraterrestrial

Extraterrestrial

Extraterrestrial

Boy, you're an alien, your touch so far away
It's supernatural, extraterrestrial

http://www.vagalume.com.br/katy-perry/e-t-futuristic-lover-traducao.html#ixzz12vjECMU3

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

«(...) Pedes-me um sonho
pra fazer de chão
mas eu desses não tenho
só dos de voar
e agarras a minha mão
com a tua mão
e prendes-me a dizer
que me estás a salvar
de quê?
de viver o perigo
de quê?
de rasgar o peito
com o quê?
de morrer
mas de que, paixão?
de quê?
se o que mata mais é não ver
o que a noite esconde
e nao ter, nem sentir
o vento ardente
a soprar o coração (...)»

sábado, 16 de outubro de 2010

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Vou tentar encontrar o meu lugar. Olho em volta e encontro a paz que um dia tu não me deste. Que a roubaste para ti sem fazeres tenções de a devolver. Tenho a brisa que a envolve a levar-me os cabelos e a fazer-me levitar. Sinto a voz da minha paz cada vez mais perto, tenho um conta-quilómetros dentro de mim que bate mais forte quando me aproximo do meu abrigo. Vou sair de casa com a minha calma, a minha paz. Vou tomar uma bebida com o portador de tão belos sentimentos que não constam no dicionário dos desejos. Vou falar com ele, contar-lhe histórias de uma vida, fazê-lo sorrir. Vou mostrar-lhe que estou pronta para o ouvir, que tenho um coração à prova de bala e que a minha alma fica mais feliz quando os nossos lábios se unem, quando nos mexemos ao mesmo ritmo. Sinto a batida que vem do peito dele, sinto o seu cheiro, pego-lhe na mão. Sentimos juntos, não pensamos duas vezes no que fazer, é altura de ir.

‎'Light up, light up as if you have a choice. Even if you cannot hear my voice, I'll be right beside you' ♥

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Fechas o fecho do casaco amarrotado pelo tempo que passaste naquela troca de palavras, tal e qual um jogo de xadrez. Não chove, mas tens os olhos cheios do mesmo cinzento de tristeza. Deixas a porta aberta e olhas para o céu, num dia em que a meteorologia e o coração te sabotaram os planos para a noite. Vagueias e levas as mãos à cabeça. Tiras um cigarro, fumas a desordem, deixas que a nicotina tome conta do momento e te conceda dois minutos de paz. Inspiras o frio da madrugada, a perna tão inquieta como daquela vez em que um beijo te mudou a trajectória de vida. Tens hora para chegar, apetece-te fugir. Cheira a orvalho e começa a cair aquele vapor nos cabelos, quase como se lavasse as ideias. Estás de costas, mas parece que estás prestes a chorar. Passaste dos limites, fazes a pausa habitual do típico arrependimento de quem faz algo sem pensar. Procuras no firmamento uma luz no negro da noite, queres fugir mas não tens para onde correr. Perdes o controlo, finalmente sabes o quanto custa e vais ficar aí, ate o tabaco apagar as memórias de um passado que não escolheste. Queres mudar o rumo do jogo mas continuas estático a olhar para um nada cheio de sufoco. Deixas que eu me consuma, que eu me afogue neste mar de incertezas, de um amor que traz arrepios, cegueira. Loucura natural da sinceridade bombardeada pelo excesso de tempo passado nas minhas entranhas. Deixas-me nervosa, fixas-me como se fosse eu a assassina do teu bem-estar, de tudo aquilo que significa a palavra “amor”. Entras no carro e voltas ao tom de voz de quem só tem boas intenções, tornas aquilo que nos une num ténue fio de cabelo, amaciado pelos teus adjectivos baratos. Falas de sentimentos em palavras que não os conseguem exprimir. Apetece-me sair, deixar que te gelem as utopias, dizer-te que não sou a mulher ideal. Calo-me. Silêncio. Sorris. Gargalhas como se estivesses a gozar com o momento. E eu lembro-me de todas as vezes que sorri assim, criança transportada para aquele lugar especial no cantinho do meu imaginário. Rio-me também, de nervos, de medo. Riso de choro, como se pensasse que amanhã pode chover. Deixas que eu me esconda no teu peito quente e seguro quando vês a dor no meu sorriso, deixas que eu pense em Verão e no nosso secretismo delicioso. Agarras a minha mão, prendes-me e pedes-me para não te deixar. E eu fico ali, deixo o vento ardente apoderar-se de nós, pelo menos esta noite. Deixo que sejas o meu sonho, que me rasgues o peito com o sopro do teu beijo. Esqueço-me do frio, da roupa desmazelada e do cabelo no ar e caminho na direcção deste quebra-cabeças, do paradoxo que é estar preenchida pelo risco. Já não me sinto sozinha e seguro um cigarro nos lábios para me aquecer a alma atónita de sentires inexplicáveis. E saio, finalmente, num passo arrastado de saudade, sem olhar para trás, com esperança que a noite seja delicada.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

« LAUGH UNCONTROLLABLY, AND NEVER REGRET ANYTHING THAT MADE YOU SMILE »