
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Eram castanhos como a avelã e como o chocolate a derreter na boca em dias de alegria, suavemente. Tinham a cor do tronco das árvores junto aos ribeiros nos dias quentes de Verão, em que a alegria dos corpos molhados era grandiosa. Era, então, castanha a nossa felicidade, a cor dos nossos risos, do nosso amor.
terça-feira, 26 de outubro de 2010
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
domingo, 24 de outubro de 2010
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Fecho os olhos e encontro o conforto no teu sorriso, pego no lápis e desenho-te, sinto-me a respirar, a pintar um sonho contigo. Danço para uma plateia, e deixo-me guiar pelas tuas mãos, rodopiar, ganhar asas de veludo com o teu beijo. Canto músicas sobre o que é saber voar, o que é saber sonhar. Boa noite, meu amor. Abraço o teu cheiro, tenho-te por perto, como sempre. Para sempre.
could you be the devil, could you be an angel
your touch magnetizing
feels like going floating, leave my body glowing
They say be afraid
you're not like the others, futuristic lovers
different DNA, they don't understand you
You're from a whole another world
a different dimension
you open my eyes
and I'm ready to go, lead me into the light
Kiss me, k-k-kiss me
infect me with your love, and fill me with your
poison
take me, t-t-take me
wanna be your victim, ready for abduction
boy, you're an alien, your touch so far away
it's supernatural, extraterrestrial
You're so super sonic
wanna feel your powers, stumb me with your lasers
your kiss is cosmic, every move is magic
You're from a whole another world
a different dimension
you open my eyes
and I'm ready to go, lead me into the light
Kiss me, k-k-kiss me
infect me with your love, and fill me with your
poison
take me, t-t-take me
wanna be your victim, ready for abduction
boy, you're an alien, your touch so far away
it's supernatural, extraterrestrial
There is this transcendental, on another level
boy, you're my lucky star
I wanna walk on your wave length
and be there when you vibrate
for you I risk it all
all
Kiss me, k-k-kiss me
infect me with your love, and fill me with your
poison
take me, t-t-take me
wanna be your victim, ready for abduction
boy, you're an alien, your touch so far away
it's supernatural, extraterrestrial
Extraterrestrial
Extraterrestrial
Boy, you're an alien, your touch so far away
It's supernatural, extraterrestrial
http://www.vagalume.com.br/katy-perry/e-t-futuristic-lover-traducao.html#ixzz12vjECMU3
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
sábado, 16 de outubro de 2010
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Vou tentar encontrar o meu lugar. Olho em volta e encontro a paz que um dia tu não me deste. Que a roubaste para ti sem fazeres tenções de a devolver. Tenho a brisa que a envolve a levar-me os cabelos e a fazer-me levitar. Sinto a voz da minha paz cada vez mais perto, tenho um conta-quilómetros dentro de mim que bate mais forte quando me aproximo do meu abrigo. Vou sair de casa com a minha calma, a minha paz. Vou tomar uma bebida com o portador de tão belos sentimentos que não constam no dicionário dos desejos. Vou falar com ele, contar-lhe histórias de uma vida, fazê-lo sorrir. Vou mostrar-lhe que estou pronta para o ouvir, que tenho um coração à prova de bala e que a minha alma fica mais feliz quando os nossos lábios se unem, quando nos mexemos ao mesmo ritmo. Sinto a batida que vem do peito dele, sinto o seu cheiro, pego-lhe na mão. Sentimos juntos, não pensamos duas vezes no que fazer, é altura de ir.
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Fechas o fecho do casaco amarrotado pelo tempo que passaste naquela troca de palavras, tal e qual um jogo de xadrez. Não chove, mas tens os olhos cheios do mesmo cinzento de tristeza. Deixas a porta aberta e olhas para o céu, num dia em que a meteorologia e o coração te sabotaram os planos para a noite. Vagueias e levas as mãos à cabeça. Tiras um cigarro, fumas a desordem, deixas que a nicotina tome conta do momento e te conceda dois minutos de paz. Inspiras o frio da madrugada, a perna tão inquieta como daquela vez em que um beijo te mudou a trajectória de vida. Tens hora para chegar, apetece-te fugir. Cheira a orvalho e começa a cair aquele vapor nos cabelos, quase como se lavasse as ideias. Estás de costas, mas parece que estás prestes a chorar. Passaste dos limites, fazes a pausa habitual do típico arrependimento de quem faz algo sem pensar. Procuras no firmamento uma luz no negro da noite, queres fugir mas não tens para onde correr. Perdes o controlo, finalmente sabes o quanto custa e vais ficar aí, ate o tabaco apagar as memórias de um passado que não escolheste. Queres mudar o rumo do jogo mas continuas estático a olhar para um nada cheio de sufoco. Deixas que eu me consuma, que eu me afogue neste mar de incertezas, de um amor que traz arrepios, cegueira. Loucura natural da sinceridade bombardeada pelo excesso de tempo passado nas minhas entranhas. Deixas-me nervosa, fixas-me como se fosse eu a assassina do teu bem-estar, de tudo aquilo que significa a palavra “amor”. Entras no carro e voltas ao tom de voz de quem só tem boas intenções, tornas aquilo que nos une num ténue fio de cabelo, amaciado pelos teus adjectivos baratos. Falas de sentimentos em palavras que não os conseguem exprimir. Apetece-me sair, deixar que te gelem as utopias, dizer-te que não sou a mulher ideal. Calo-me. Silêncio. Sorris. Gargalhas como se estivesses a gozar com o momento. E eu lembro-me de todas as vezes que sorri assim, criança transportada para aquele lugar especial no cantinho do meu imaginário. Rio-me também, de nervos, de medo. Riso de choro, como se pensasse que amanhã pode chover. Deixas que eu me esconda no teu peito quente e seguro quando vês a dor no meu sorriso, deixas que eu pense em Verão e no nosso secretismo delicioso. Agarras a minha mão, prendes-me e pedes-me para não te deixar. E eu fico ali, deixo o vento ardente apoderar-se de nós, pelo menos esta noite. Deixo que sejas o meu sonho, que me rasgues o peito com o sopro do teu beijo. Esqueço-me do frio, da roupa desmazelada e do cabelo no ar e caminho na direcção deste quebra-cabeças, do paradoxo que é estar preenchida pelo risco. Já não me sinto sozinha e seguro um cigarro nos lábios para me aquecer a alma atónita de sentires inexplicáveis. E saio, finalmente, num passo arrastado de saudade, sem olhar para trás, com esperança que a noite seja delicada.


