segunda-feira, 29 de novembro de 2010
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
quarta-feira, 17 de novembro de 2010

terça-feira, 16 de novembro de 2010
segunda-feira, 15 de novembro de 2010

terça-feira, 9 de novembro de 2010

E ele bate ( tum tum, tum tum ). Bate descompassado, num ritmo dele, próprio. Conta momentos, histórias, grava silêncios, sabores e cheiros só nossos. É a voz do coração, a porta da felicidade. Ele bate e continua a bater. Pedimos-lhe calma, pedimos mais espaço, tentamos controlá-lo. ( tum tum, tum tum ). O sangue jovem corre, tentamos arduamente respirar. (procura o teu ar, lá no fundo, arranja folgo, a vida é longa). Falta a força ( tum, tum tum). Transpiras vivências, falsidades. Queres sair, correr, cantar, vibrar, sorrir (tum tum, tum tum, tum tum, tum tum). Dá cor, pega no pincel, pinta. Sê rebelde, recorta o mau, cola as memórias. Corre, corre depressa ( tum tum tum tum tum ). Se esperam por ti? Não . Vive, vai vivendo. Vai sorrindo. Uma vez, duas, três. As que te apetecer. Esforça-te. Ele não pára. Não o deixes parar (tum tum, tum tum).
quinta-feira, 4 de novembro de 2010

terça-feira, 2 de novembro de 2010
Não fales mais, fica calado. Conserva as tuas palavras repetidas no saquinho da vida atribulada, aquele que levas contigo para todo o lado. Aquele pesado que sempre foi o teu escape de criança. Conserva as tuas lágrimas e o cheiro a manhã que trouxe nas mãos. Fica com o plástico aquecido que tenho no dedo, como se tivéssemos uma vida pela frente, como se eu quisesse saber. Pede ao tempo para ser de novo teu cúmplice, pede-lhe que abafe mais uma vez as tuas mentiras, pede-lhe para eu ser mais uma delas. Trata-me como se fosse uma utopia. Deixa-me sair, aos tropeções, como sempre. Deixa-me soltar desta teia de falsos pressupostos, de feridas elegantes, que tu fizeste questão de construir em mais um dos teus jogos de Tetris. Não vou voltar. Livra-me do paradoxo que trago no peito, rasga-me as entranhas, suga-me a alma. Faz-me chorar. Bebe o verdume que me abafa a respiração, deixa-me ir lentamente. Ouve o meu último suspiro de plenitude eterna. Beija-me, proclama a tua última ode, marca o teu sorriso no meu olhar. Adeus, vou partir. Adeus, não vou querer voltar. Adeus, levo-te comigo. Até sempre, para sempre.
