
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

segunda-feira, 29 de novembro de 2010
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
quarta-feira, 17 de novembro de 2010

terça-feira, 16 de novembro de 2010
segunda-feira, 15 de novembro de 2010

terça-feira, 9 de novembro de 2010

E ele bate ( tum tum, tum tum ). Bate descompassado, num ritmo dele, próprio. Conta momentos, histórias, grava silêncios, sabores e cheiros só nossos. É a voz do coração, a porta da felicidade. Ele bate e continua a bater. Pedimos-lhe calma, pedimos mais espaço, tentamos controlá-lo. ( tum tum, tum tum ). O sangue jovem corre, tentamos arduamente respirar. (procura o teu ar, lá no fundo, arranja folgo, a vida é longa). Falta a força ( tum, tum tum). Transpiras vivências, falsidades. Queres sair, correr, cantar, vibrar, sorrir (tum tum, tum tum, tum tum, tum tum). Dá cor, pega no pincel, pinta. Sê rebelde, recorta o mau, cola as memórias. Corre, corre depressa ( tum tum tum tum tum ). Se esperam por ti? Não . Vive, vai vivendo. Vai sorrindo. Uma vez, duas, três. As que te apetecer. Esforça-te. Ele não pára. Não o deixes parar (tum tum, tum tum).
quinta-feira, 4 de novembro de 2010

terça-feira, 2 de novembro de 2010
Não fales mais, fica calado. Conserva as tuas palavras repetidas no saquinho da vida atribulada, aquele que levas contigo para todo o lado. Aquele pesado que sempre foi o teu escape de criança. Conserva as tuas lágrimas e o cheiro a manhã que trouxe nas mãos. Fica com o plástico aquecido que tenho no dedo, como se tivéssemos uma vida pela frente, como se eu quisesse saber. Pede ao tempo para ser de novo teu cúmplice, pede-lhe que abafe mais uma vez as tuas mentiras, pede-lhe para eu ser mais uma delas. Trata-me como se fosse uma utopia. Deixa-me sair, aos tropeções, como sempre. Deixa-me soltar desta teia de falsos pressupostos, de feridas elegantes, que tu fizeste questão de construir em mais um dos teus jogos de Tetris. Não vou voltar. Livra-me do paradoxo que trago no peito, rasga-me as entranhas, suga-me a alma. Faz-me chorar. Bebe o verdume que me abafa a respiração, deixa-me ir lentamente. Ouve o meu último suspiro de plenitude eterna. Beija-me, proclama a tua última ode, marca o teu sorriso no meu olhar. Adeus, vou partir. Adeus, não vou querer voltar. Adeus, levo-te comigo. Até sempre, para sempre.
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Eram castanhos como a avelã e como o chocolate a derreter na boca em dias de alegria, suavemente. Tinham a cor do tronco das árvores junto aos ribeiros nos dias quentes de Verão, em que a alegria dos corpos molhados era grandiosa. Era, então, castanha a nossa felicidade, a cor dos nossos risos, do nosso amor.
terça-feira, 26 de outubro de 2010
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
domingo, 24 de outubro de 2010
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Fecho os olhos e encontro o conforto no teu sorriso, pego no lápis e desenho-te, sinto-me a respirar, a pintar um sonho contigo. Danço para uma plateia, e deixo-me guiar pelas tuas mãos, rodopiar, ganhar asas de veludo com o teu beijo. Canto músicas sobre o que é saber voar, o que é saber sonhar. Boa noite, meu amor. Abraço o teu cheiro, tenho-te por perto, como sempre. Para sempre.
could you be the devil, could you be an angel
your touch magnetizing
feels like going floating, leave my body glowing
They say be afraid
you're not like the others, futuristic lovers
different DNA, they don't understand you
You're from a whole another world
a different dimension
you open my eyes
and I'm ready to go, lead me into the light
Kiss me, k-k-kiss me
infect me with your love, and fill me with your
poison
take me, t-t-take me
wanna be your victim, ready for abduction
boy, you're an alien, your touch so far away
it's supernatural, extraterrestrial
You're so super sonic
wanna feel your powers, stumb me with your lasers
your kiss is cosmic, every move is magic
You're from a whole another world
a different dimension
you open my eyes
and I'm ready to go, lead me into the light
Kiss me, k-k-kiss me
infect me with your love, and fill me with your
poison
take me, t-t-take me
wanna be your victim, ready for abduction
boy, you're an alien, your touch so far away
it's supernatural, extraterrestrial
There is this transcendental, on another level
boy, you're my lucky star
I wanna walk on your wave length
and be there when you vibrate
for you I risk it all
all
Kiss me, k-k-kiss me
infect me with your love, and fill me with your
poison
take me, t-t-take me
wanna be your victim, ready for abduction
boy, you're an alien, your touch so far away
it's supernatural, extraterrestrial
Extraterrestrial
Extraterrestrial
Boy, you're an alien, your touch so far away
It's supernatural, extraterrestrial
http://www.vagalume.com.br/katy-perry/e-t-futuristic-lover-traducao.html#ixzz12vjECMU3
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
sábado, 16 de outubro de 2010
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Vou tentar encontrar o meu lugar. Olho em volta e encontro a paz que um dia tu não me deste. Que a roubaste para ti sem fazeres tenções de a devolver. Tenho a brisa que a envolve a levar-me os cabelos e a fazer-me levitar. Sinto a voz da minha paz cada vez mais perto, tenho um conta-quilómetros dentro de mim que bate mais forte quando me aproximo do meu abrigo. Vou sair de casa com a minha calma, a minha paz. Vou tomar uma bebida com o portador de tão belos sentimentos que não constam no dicionário dos desejos. Vou falar com ele, contar-lhe histórias de uma vida, fazê-lo sorrir. Vou mostrar-lhe que estou pronta para o ouvir, que tenho um coração à prova de bala e que a minha alma fica mais feliz quando os nossos lábios se unem, quando nos mexemos ao mesmo ritmo. Sinto a batida que vem do peito dele, sinto o seu cheiro, pego-lhe na mão. Sentimos juntos, não pensamos duas vezes no que fazer, é altura de ir.
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Fechas o fecho do casaco amarrotado pelo tempo que passaste naquela troca de palavras, tal e qual um jogo de xadrez. Não chove, mas tens os olhos cheios do mesmo cinzento de tristeza. Deixas a porta aberta e olhas para o céu, num dia em que a meteorologia e o coração te sabotaram os planos para a noite. Vagueias e levas as mãos à cabeça. Tiras um cigarro, fumas a desordem, deixas que a nicotina tome conta do momento e te conceda dois minutos de paz. Inspiras o frio da madrugada, a perna tão inquieta como daquela vez em que um beijo te mudou a trajectória de vida. Tens hora para chegar, apetece-te fugir. Cheira a orvalho e começa a cair aquele vapor nos cabelos, quase como se lavasse as ideias. Estás de costas, mas parece que estás prestes a chorar. Passaste dos limites, fazes a pausa habitual do típico arrependimento de quem faz algo sem pensar. Procuras no firmamento uma luz no negro da noite, queres fugir mas não tens para onde correr. Perdes o controlo, finalmente sabes o quanto custa e vais ficar aí, ate o tabaco apagar as memórias de um passado que não escolheste. Queres mudar o rumo do jogo mas continuas estático a olhar para um nada cheio de sufoco. Deixas que eu me consuma, que eu me afogue neste mar de incertezas, de um amor que traz arrepios, cegueira. Loucura natural da sinceridade bombardeada pelo excesso de tempo passado nas minhas entranhas. Deixas-me nervosa, fixas-me como se fosse eu a assassina do teu bem-estar, de tudo aquilo que significa a palavra “amor”. Entras no carro e voltas ao tom de voz de quem só tem boas intenções, tornas aquilo que nos une num ténue fio de cabelo, amaciado pelos teus adjectivos baratos. Falas de sentimentos em palavras que não os conseguem exprimir. Apetece-me sair, deixar que te gelem as utopias, dizer-te que não sou a mulher ideal. Calo-me. Silêncio. Sorris. Gargalhas como se estivesses a gozar com o momento. E eu lembro-me de todas as vezes que sorri assim, criança transportada para aquele lugar especial no cantinho do meu imaginário. Rio-me também, de nervos, de medo. Riso de choro, como se pensasse que amanhã pode chover. Deixas que eu me esconda no teu peito quente e seguro quando vês a dor no meu sorriso, deixas que eu pense em Verão e no nosso secretismo delicioso. Agarras a minha mão, prendes-me e pedes-me para não te deixar. E eu fico ali, deixo o vento ardente apoderar-se de nós, pelo menos esta noite. Deixo que sejas o meu sonho, que me rasgues o peito com o sopro do teu beijo. Esqueço-me do frio, da roupa desmazelada e do cabelo no ar e caminho na direcção deste quebra-cabeças, do paradoxo que é estar preenchida pelo risco. Já não me sinto sozinha e seguro um cigarro nos lábios para me aquecer a alma atónita de sentires inexplicáveis. E saio, finalmente, num passo arrastado de saudade, sem olhar para trás, com esperança que a noite seja delicada.
terça-feira, 12 de outubro de 2010
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
terça-feira, 28 de setembro de 2010
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
terça-feira, 31 de agosto de 2010
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
segunda-feira, 19 de julho de 2010
sábado, 17 de julho de 2010
sexta-feira, 16 de julho de 2010
segunda-feira, 12 de julho de 2010
domingo, 11 de julho de 2010
Estou enroscada no meu saco cama repleto de cheiros e memórias. Bebo o conforto do chocolate quente que preparei com o peito aos saltos de saudade. E choro. Estou na solidão desta casa e guardo intacto tudo aquilo que sinto por ti. Estou trancada, fechada a sete chaves, isolada do mundo que guardo só para ti. Sinto-me só, mergulhada numa escuridão voluntária e sem proveito. Com esta morte do meu ser penso no dia em que alguma alma quente venha para mim, para curar as chagas desta derrota perante a tua indiferença. Mas é melhor a palavra adeus não voltar a ser apagada com um sopro dos nossos beijos tristes. O trilho está marcado por toda a espécie de quedas e feridas mal saradas. Chegámos ao fim do caminho, todas as palavras são inúteis. Nunca vou saber até que ponto me segues, até que ponto segues o coração ou deixas a cabeça comandar. Até que ponto te entregas ou apenas observas com esse teu olhar calado e incolor. Nunca saberei quem és, porque trocaste as nossas conversas extenuantes pelo silêncio, porque te deixaste que a distância se apoderasse de nós. Sei apenas que agora as nossas diferenças servem apenas para nos distanciar. Dei tudo de mim, todo o meu ser, tudo aquilo que pude e que era possível. Acreditei. Sempre. Amei-te com todas as minhas forças esperando sempre um novo dia ao teu lado. Contudo, a força do nosso silêncio tomou conta de mim e estar à margem de tudo aquilo que torna o teu ser tão perfeito, é a maior sensação de impotência. Mas ninguém tem um escudo de prata para todos os insultos, descrenças, mudanças. E o passado não é desculpa, nunca foi, nunca será. O meu passado é tudo aquilo que já fui e que não consegui ser, tudo aquilo que me fez aprender e crescer, tudo aquilo que não soube e descobri. O meu passado fez o meu futuro, não o transforma a cada dia que passa. “O que se sente, exige o momento; passado este, há um virar de página e a história continua, mas não o texto”. Ponto final. Sentir é criar um espaço especial para aqueles que amamos. Sentir é pensar com o coração. Tudo isto para dizer que há sonhos que não cabem na realidade por serem impossíveis. Por sermos fracos, por não acreditarmos neles, por não fazermos tudo para os concretizar. Há que lutar, mas também há que saber parar, olhar e ver que o caminho não é certo, não é concretizável. Acima de tudo há que guardar forças para a próxima estrada. Pois nunca sabemos se vai ser pior do que esta. Aos poucos entendi que não pode haver uma razão para isto, fui aprendendo a ficar quieta porque aquilo que mais quero e desejo já não depende de mim. A dor é difícil para todos; o (teu) silêncio é pior porque sei que não se vai quebrar. E não quero julgar o que fazes, quero apenas saber quem és, quem foste tu este tempo todo, o que está na tua essência. Mas deixa lá, há para aí muitos corações partidos e eu sou apenas mais um. Apenas não sou espectadora da minha vida, nunca serei. É por isso que sei que o meu coração vai ficar bom, depois de tanto o amassares, pisares e triturares. E vai florescer de novo, devagarinho, com um pouco de audácia e com uma utopia maior para agarrar. Ainda adormeço todas as noites com a tua alma ao meu lado, mas sei que não sabes nada acerca da vida. A vida é esperança, sonho e coragem. Coragem para continuar mesmo depois de todos os tombos e tropeções. Mesmo depois de todos aqueles que amamos nos deixarem. A vida é dança, é música, sorrisos e gargalhadas. A vida é um tesouro.
sábado, 10 de julho de 2010
sexta-feira, 9 de julho de 2010
quinta-feira, 8 de julho de 2010

Tenho um aperto no peito que me esmaga o coração e me tira a vontade de viver. Estou-me a sentir sem forças, o medo apodera-se de mim e eu deixo. Não quero falar mais de ti. Sofro, sinto-te a arrastares-te dentro de mim e não me consigo defender. A minha cabeça está cheia. Por favor, abraça-me, aperta-me, acolhe-me. Preciso de falar de ti, preciso de dizer que me destruíste, que deixaste a minha alma em ruínas. Que levaste o meu sorriso contigo. Ódio. Não, saudade. Preciso de voltar a sentir o calor da vida, quero um mundo cheio de cor. Volta. Tenho aquele silêncio assustador e revoltado a vencer dentro de mim. Preciso de respirar alto para não te ouvir, preciso de apagar os teus berros eternos de dentro de mim. Não, não morras. Tenho medo. Quero voltar a escrever sobre ti. És asfixiante, não me imponhas sentimentos confusos, não me dês ordens emocionais. Quero esquecer que existes, que ainda permaneces. Queria que estivesses presente, queria que me tocasses a pele. O tempo dói. Solidão. Deixa morrer o tempo como tu morreste, da mesma forma, devagar e dolorosa. Deixa que seja difícil e trágico, infeliz, uma corrida amorosa cheia de esperança com uma meta no sofrimento, no sangue, na dor. Perdi-te para sempre. No entanto, sinto-me plena contigo aqui. A inocência do amanhecer tem a cor dos teus olhos. Nunca me deixes. Tenho um aperto no peito que me esmaga o coração e me tira a vontade de viver.
terça-feira, 6 de julho de 2010













